
Sonic: cotado para o
Brasil, modelo faz sucesso nos Estados Unidos, com cerca de 5 mil emplacamentos
mensais.
A General Motors se rendeu aos carros compactos nos Estados Unidos e o Chevrolet Sonic puxa a fila da evolução da montadora. Fruto de um investimento de mais de US$ 500 milhões, o “carrinho” foi elaborado pela divisão coreana do grupo, melhor habituada a esse território, ainda hostil para alguns americanos mais tradicionais, que ainda insistem nos carrões.
O Sonic é minúsculo comparado às típicas “barcas” americanas, que passaram de símbolo de status elevado, e, inacreditavelmente acessíveis, a principais vilões do meio ambiente. Ele tem 4,39 metros de comprimento e 1,83 m de largura, fugindo completamente do estereótipo local, pautado pelo exagero. E o público está gostando. Lançado em 2011, o modelo vende em média 5.000 unidades por mês – volume mensal do Corolla no Brasil, como comparação.
As revistas locais rasgam elogios ao Sonic, a ponto de dizerem até que se trata do melhor compacto da história já oferecido pela GM nos EUA - é, esse pessoal nunca andou em modelos como o Celta, Uno, Gol, Ka...
Graças a essa boa receptividade, o Sonic é cotado para ser um dos lançamentos da Chevrolet no país em 2012. Mas vai mesmo? A GM é vaga sobre assunto: para alguns assessores, “não”, para outros, “pode ser” e o futuro segue oculto. O fato é que o modelo já é testado há algum tempo no país e tem uma razão de ser, como você verá no final do texto.
A General Motors se rendeu aos carros compactos nos Estados Unidos e o Chevrolet Sonic puxa a fila da evolução da montadora. Fruto de um investimento de mais de US$ 500 milhões, o “carrinho” foi elaborado pela divisão coreana do grupo, melhor habituada a esse território, ainda hostil para alguns americanos mais tradicionais, que ainda insistem nos carrões.
O Sonic é minúsculo comparado às típicas “barcas” americanas, que passaram de símbolo de status elevado, e, inacreditavelmente acessíveis, a principais vilões do meio ambiente. Ele tem 4,39 metros de comprimento e 1,83 m de largura, fugindo completamente do estereótipo local, pautado pelo exagero. E o público está gostando. Lançado em 2011, o modelo vende em média 5.000 unidades por mês – volume mensal do Corolla no Brasil, como comparação.
As revistas locais rasgam elogios ao Sonic, a ponto de dizerem até que se trata do melhor compacto da história já oferecido pela GM nos EUA - é, esse pessoal nunca andou em modelos como o Celta, Uno, Gol, Ka...
Graças a essa boa receptividade, o Sonic é cotado para ser um dos lançamentos da Chevrolet no país em 2012. Mas vai mesmo? A GM é vaga sobre assunto: para alguns assessores, “não”, para outros, “pode ser” e o futuro segue oculto. O fato é que o modelo já é testado há algum tempo no país e tem uma razão de ser, como você verá no final do texto.

Impressões ao
dirigir
Quem jogou videogame nos anos 1990 com certeza vai associar o nome do carro ao personagem Sonic, o porco espinho azul velocista que tinha como objetivo salvar a floresta, então ameaçada pelo vilão Robotinik. A missão do carrinho da Chevrolet é parecida.
A propaganda do modelo nos EUA exalta seus números de consumo de combustível. O Sonic que o iG Carros avaliou pelas ruas de Detroit, com motor 1.8 Ecotec (gasolina) e câmbio manual, roda em média 11 km/l na cidade e 14 km/l em regime rodoviário (média de 12,5 km/l). Não é ruim, mas também não é impressionante, ainda mais para os novos padrões. A moda por lá é um carro atingir 40 mpg (17 km/l convertido de milhas por galão de 4 litros), praticamente um mantra na “nova” indústria automobilística americana.
Porém, ser econômico não é o bastante. E o prazer? Como esse motor possui 16 válvulas, a força bruta aparece somente em giros altos (8V gasta mais, mas a resposta é mais ágil). São 138 cv a 6.000 rpm e 17,2 kgfm de torque a partir de 3.800 rpm. Mais uma vez o mesmo dilema: não é ruim, mas deixa a impressão de que poderia ser melhor. É apenas comum, mais um. Segundo a marca, o carro acelera do 0 aos 100 km/h em 9,7 segundos e atinge 201 km/h, números normais para um compacto com motor 1.8 – o brasileiro pode chegar com motor 1.6 e certamente terá um ajuste mais ao gosto do nosso público.
Apesar do pesares, o Sonic é divertido de dirigir – não tanto quanto um New Fiesta ou então um Punto -, pois tem direção (elétrica) direta e o câmbio possui ajustes curtos e precisos, mas o pedal de embreagem poderia ser (bem) mais leve. Por outro lado, o modelo tem um isolamento acústico louvável, quase não se escuta o barulho do motor, que costuma ser alto quando se trata de um GM. Robotinik que se cuide!
Quem jogou videogame nos anos 1990 com certeza vai associar o nome do carro ao personagem Sonic, o porco espinho azul velocista que tinha como objetivo salvar a floresta, então ameaçada pelo vilão Robotinik. A missão do carrinho da Chevrolet é parecida.
A propaganda do modelo nos EUA exalta seus números de consumo de combustível. O Sonic que o iG Carros avaliou pelas ruas de Detroit, com motor 1.8 Ecotec (gasolina) e câmbio manual, roda em média 11 km/l na cidade e 14 km/l em regime rodoviário (média de 12,5 km/l). Não é ruim, mas também não é impressionante, ainda mais para os novos padrões. A moda por lá é um carro atingir 40 mpg (17 km/l convertido de milhas por galão de 4 litros), praticamente um mantra na “nova” indústria automobilística americana.
Porém, ser econômico não é o bastante. E o prazer? Como esse motor possui 16 válvulas, a força bruta aparece somente em giros altos (8V gasta mais, mas a resposta é mais ágil). São 138 cv a 6.000 rpm e 17,2 kgfm de torque a partir de 3.800 rpm. Mais uma vez o mesmo dilema: não é ruim, mas deixa a impressão de que poderia ser melhor. É apenas comum, mais um. Segundo a marca, o carro acelera do 0 aos 100 km/h em 9,7 segundos e atinge 201 km/h, números normais para um compacto com motor 1.8 – o brasileiro pode chegar com motor 1.6 e certamente terá um ajuste mais ao gosto do nosso público.
Apesar do pesares, o Sonic é divertido de dirigir – não tanto quanto um New Fiesta ou então um Punto -, pois tem direção (elétrica) direta e o câmbio possui ajustes curtos e precisos, mas o pedal de embreagem poderia ser (bem) mais leve. Por outro lado, o modelo tem um isolamento acústico louvável, quase não se escuta o barulho do motor, que costuma ser alto quando se trata de um GM. Robotinik que se cuide!

Sonic deverá
enfrentar New Fiesta e Punto no Brasil
Interior e visual vanguardistas
O interior do Sonic é dos mais ergonômicos do ramo. É um daqueles carros que não parece, mas tem capacidade sim para levar 5 ocupantes. Embora não seja um primor em conforto, uma viagem longa a bordo do carro não será um sacrifício – com 4 passageiros será mais fácil. No porta-malas cabem cerca de 4 malas grandes – são 397 litros de capacidade volumétrica.
Passo a mão no painel prestando atenção na textura do plástico, faço o teste do “toc-toc” no material, sinto o cheiro da cabine e constato que a indústria brasileira não está nada distante dos americanos no quesito acabamento interno. A instrumentação é a que inspirou o o sedã Cobalt, com o relógio do conta-giros analógico e o velocímetro digital, mas com uma disposição mais bacana, futurista. Lembra os instrumentos de um carro conceito.
O modelo que andamos também vinha com bancos de couro, sistema de áudio com conexões para mídias externas e Bluetooth para celular, além de itens de segurança, como 10 airbags, freios ABS e até controle eletrônicos de estabilidade. Porém, inacreditavelmente, vidros elétricos são opcionais do Sonic LS, a versão de US$ 14.495 (cerca de R$ 25.730). Os americanos acham caro, partindo do pressuposto que um VW Jetta, dos novos, custa pouco mais de US$ 15.000.
Já o visual externo é o que a GM tem de mais “descolado” para o momento. O Sonic tem um desenho um tanto esportivo, com vincos e sobressaltos na lataria, além de elementos diferenciados, como a grade frontal no estilo “tubarão” e os faróis montados em suportes sem um bulbo protetor. É como as luzes de uma motocicleta.

Painel mescla mostrador analógico com
digital
Vem ou não vem?
Segundo John Buttermore, engenheiro de desenvolvimento do
Sonic nos EUA, a GM já trabalha para viabilizar a produção do Sonic no México, o
que abrirá um enorme leque de possibilidades para o produto – atualmente ele é
fabricado em Michigam e na Coreia do Sul, onde se chama Aveo. De acordo com o
executivo, a produção “chicana” começa apenas no último trimestre deste ano,
mesma época em que o carro deve desembarcar no Brasil, então livre do IPI para
veículos importados fora do eixo Mercosul.
“É um carro focado em jovens, que busca seu primeiro
automóvel, ou em compradores que buscam um segundo ou até terceiro carro para a
família. Isso nos EUA”, revela Buttermore. Para o Brasil, o panorama
mercadológico do carro não será tão diferente, embora seu preço deva bater na
casa dos R$ 50.000. E pensar que os americanos já o consideram caro por R$
25.000.
Em suma, o Sonic será vendido no Brasil como um carro “premium”, algo que ele não é, assim como New Fiesta e Punto, que também são incluídos neste filão quando chegam ao mercado nacional. Ao menos a GM não estará mais desfalcada no segmento, que é promissor não só nos EUA e Brasil, mas também nos quatro cantos do mundo.




Fonte
disponível no(a): Carros.iG.com.br
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