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domingo, 15 de janeiro de 2012

Na Europa: Nissan bate recorde e PSA registra queda

Nissan superou pessimismo no continente e embalou crescimento, enquanto grupo francês amargou queda e perdeu participação


Não é mais segredo que o mercado europeu está em crise. Com a exceção da Alemanha, a indústria automobilística do continente fechou 2011 com números negativos diante das incertezas financeiras e países como Portugal e Espanha, com quedas de 31,3% e 17,7%, demonstram a gravidade deste cenário. Mas a japonesa Nissan e o grupo francês PSA Peugeot Citroën obtiveram resultados opostos por lá no ano passado.

Enquanto a marca nipônica bateu seu recorde de vendas na Europa e conseguiu emplacar 695,7 mil veículos no continente em 2011 – alta de 25% em relação a 2010 –, a PSA viu suas vendas declinarem 6,1%, com a participação de mercado caindo 0,9% e se estabelecendo em 13,3%. O balanço indica que o grupo francês – o segundo maior da Europa, atrás apenas da Volkswagen – está perdendo espaço para marcas menos tradicionais. A Nissan já detém 3,7% do mercado europeu.

Os crossovers Qashqai e Juke (foto) lideraram a campanha nipônica no continente. A marca japonesa embalou crescimento de 18% na Alemanha, mas também anotou incremento em mercados menos aquecidos, como Reino Unido (+ 11%) e França (+ 31%). O destaque mesmo, porém, ficou por conta da Rússia: alta de 74% e 138,8 mil veículos emplacados por lá em 2011, o que já representa 5,5% do mercado local.

A PSA, apesar de ter amargado queda também em suas vendas globais, fechando 2011 com 3,5 milhões de vendas e declínio de 1,5% face ao ano anterior, viu sua participação crescer consideravelmente em mercados emergentes: 10,6% a mais na América Latina, 7,6% de incremento na China e alta de 34,8% na Rússia.

Diante dessa realidade, o grupo mantém a meta de diminuir a importância da Europa em suas vendas. A ideia é expandir as operações em mercados emergentes e solidificar a presença da marca em outros continentes. Com essa estratégia, a PSA espera registrar 50% de seu volume total fora do continente em 2015 e apenas um terço de emplacamentos na Europa em 2020.

Fonte disponível no(a): MotorDream.uol.com.br


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