O ano de 2012 vai ser bem agitado para as picapes médias. Concorrentes de peso, como Chevrolet S10 e Ford Ranger, vão receber novas gerações. Mas, enquanto isso não acontece, as marcas com representantes relativamente modernos no segmento se movimentam para aproveitar a brecha que as rivais mais antigas deixaram. A Toyota, por exemplo, deu uma leve reestilização para a Hilux em novembro. Já a Nissan resolveu não exagerar muito. Em agosto, relançou o pacote de equipamentos Attack para a Frontier. Na prática, ele mantém os mesmos atributos dinâmicos que já estavam presentes na linha, mas adiciona mais equipamentos e incrementa o visual para torná-la mais robusta.
Disponível nas versões intermediárias SE 4X2 e SE 4X4 e na topo de linha LE 4X4, a versão Attack adiciona apenas equipamentos estéticos e itens de conforto. Em todas, rodas de liga leve de 16 polegadas na cor grafite, faróis com máscara negra, pneus de uso misto, adesivos decorativos, para-choque preto ou cromado, acabamento interno em dois tons, revestimento de couro no volante e na manopla do câmbio e volante multifuncional são de série. Os preços ficam em R$ 93.990 e R$ 100.990.

Na testada LE Attack, ainda aparecem os bancos de couro, o câmbio automático e o rádio com mostrador colorido de 4,3 polegadas com comando no volante, além de uma calibragem mais forte no motor. Por isso, adiciona R$ 26.500 – ou seja, é uma versão puramente de imagem. A LE Attack custa R$ 127.490. São R$ 2.500 a mais que a antiga topo de linha, a LE, que não tem apenas o sistema de som diferente e seus comandos satélites.
A lista de equipamentos da LE Attack ainda recebe direção hidráulica, ar-condicionado manual, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista e da coluna de direção e retrovisor interno eletrocrômico com bússola digital. Os itens de segurança incluem airbags duplos frontais e freios com ABS e EBD.

Mecanicamente, portanto, nada de novo – o que não é uma má notícia. Afinal, sob o capô da LE Attack continua o bom motor 2.5 turbodiesel calibrado para render 172 cv de potência a 4 mil rpm e ótimos 41,1 kgfm de torque a 2 mil giros aliado a uma transmissão automática de cinco velocidades com overdrive – manual de seis relações na SE. A tração é traseira, com as trocas para integral e para reduzida feitas por um botão giratório no console central. Para superar a buraqueira e ganhar mais capacidade off-road, a picape vem com diferencial autoblocante com escorregamento limitado e tem 32º de ângulo de ataque e 24º de saída.
E a tática da Nissan pareceu ter dado certo. Até julho, eram comercializadas cerca de 950 Frontier por mês. A partir de agosto, esse número pulou para 1.400 unidades mensais, com um pico de 1.663 exemplares comercializados em dezembro. Um crescimento de expressivos 47%. Foi o suficiente para fazer a picape da Nissan encostar na Ranger no acumulado do ano. Dois fatores foram essenciais para esse aumento nas vendas. Primeiro, a tradição do nome Attack, que já tinha sido usado entre 2005 e 2008 com bastante sucesso. E também a fama que a picape ganhou com a divertida propaganda dos “pôneis malditos” ,que fazia alusão à falta de força das concorrentes para superar os obstáculos fora-de-estrada. Foram diversas polêmicias e muitos prêmios para a campanha publicitária – que rendeu inegável visibilidade à picape da Nissan.

Impressões ao dirigir
A trilha do meio
À primeira vista, uma picape média no Brasil assusta pelo porte. Ainda mais em um modelo de cabine dupla. Afinal, o habitáculo é grande – com conforto semelhante até ao de um sedã médio –, a caçamba tem tamanho considerável e o veículo é sempre grandalhão. Na prática, no entanto, dirigir um modelo desta categoria não é das tarefas mais difíceis. E, nesse segmento, um dos modelos que melhor alinha a facilidade ao conduzir às características inerentes de uma picape é a Frontier.
O acerto da suspensão permite que a estabilidade seja das melhores. A carroceria até rola nas curvas, mas nada que tire a sensação de segurança. Em uma tocada mais pacata, como inspira um motor diesel, a Frontier se comporta muito bem. No terreno off-road, o fato do carro ser montado sobre longarinas ajuda a suspensão a “ler” melhor o piso e manter as rodas sempre com contato no chão.
Outro destaque é o motor. Em um carro deste tamanho, com cerca de 2 toneladas, o torque é muito importante. E isso o 2.5 turbodiesel oferece de sobra – principalmente neste versão LE Attack. Os ótimos 41,1 kgfm estão disponíveis logo a 2 mil rotações e fazem com que as acelerações e as retomadas fiquem mais rápidas e mais adequadas a um carro de passeio comum. O câmbio automático tem cinco marchas – a quinta é overdrive – e tem funcionamento suave. As trocas, no entanto, poderiam ser mais rápidas.
Na cabine da Frontier, tudo faz lembrar que se está em um carro de passeio. As peças são bem encaixadas e de materiais de bom toque. O espaço é farto para os dois ocupantes da frente, com vãos livres para pernas e cabeças. Atrás, como é comum nas picapes médias, falta um pouco de espaço para pernas. Cinco pessoas acabam viajando desconfortáveis.

Ficha técnica
Nissan Frontier LE Attack 4X4
Motor: Diesel com turbo de geometria variável, dianteiro, longitudinal, 2.488 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro com comando duplo de válvulas. Injeção direta de combustível do tipo common rail. Acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração traseira com acoplamento elétrico de tração nas quatro rodas e de tração reduzida. Diferencial com escorregamento limitado. Não oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 172 cv a 4 mil rpm.
Torque máximo: 41,1 kgfm a 2 mil rpm.
Diâmetro e curso: 89,0 mm X 100,0 mm. Taxa de compressão de 16,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo Double Wishbone, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Traseira em eixo rígido, com feixes de molas e amortecedores hidráulicos telescópicos. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS e EBD de série.
Carroceria: Picape média cabine dupla sobre longarinas com quatro portas e cinco lugares. Com 5,23 metros de comprimento, 1,85 metro de largura, 1,78 metro de altura e 3,20 metros de distância entre-eixos. Airbag duplo frontal de série.
Peso: 2.005 kg em ordem de marcha. 1.015 kg de carga útil.
Capacidade do tanque de combustível: 80 litros.
Capacidade off-road: Ângulo de ataque de 32º, ângulo de saída de 24º, capacidade de subida de rampa de 39º e altura livre do solo de 22 cm.
Produção: São José dos Pinhais, Paraná.
Equipamentos de série: Direção hidráulica, ajuste de altura no volante, cruise control, trio elétrico, ar-condicionado, regulagem de altura do banco do motorista, faróis de neblina, retrovisor interno eletrocrômico e com bússola digital, airbag duplo, ABS com EBD, faróis com máscara negra, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis com máscara negra, acabamento interno em dois tons, bancos de couro e rádio/CD/MP3/USB/iPod/Aux.
Lançamento da versão: Agosto, 2011.
Lançamento da geração no Brasil: 2007.

Fonte disponível no(a): http://MotorDream.uol.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário