Honda aprimora crossover CR-V, baseado no Civic, para manter boas
vendas.

Sem dúvidas o CR-V é um carro bem
aceito no mundo todo. Desde a apresentação da primeira geração, ainda em 1995, a
Honda já emplacou quase 2 milhões de unidades do modelo em todo o mundo. E sua
quarta geração, feita no México sobre a plataforma do novo Civic, deve chegar ao
Brasil ainda este ano. A mudança na geração do CR-V vendido no Brasil – e
produzido no México – deve acontecer com o fim do estoque acumulado da antiga
geração.
Que ninguém espere mudanças radicais neste modelo apresentado durante o Salão de Los Angeles em novembro de 2011. O crossover acompanhou a evolução do sedã da marca e ganhou melhorias significativas em conforto, economia e dirigibilidade. Mas nada que façam dele um bólido. Continua sóbrio, elegante e confortável.
Que ninguém espere mudanças radicais neste modelo apresentado durante o Salão de Los Angeles em novembro de 2011. O crossover acompanhou a evolução do sedã da marca e ganhou melhorias significativas em conforto, economia e dirigibilidade. Mas nada que façam dele um bólido. Continua sóbrio, elegante e confortável.

O desenho modernizou as linhas da
versão anterior, bem sucedida no Brasil, onde chegou a emplacar 16.282 unidades
em 2011 e liderar folgado o segmento dos crossovers premium, à frente do rival
Hyundai ix35, com 13.620 unidades vendidas. Os traços mais agressivos lembram
outros Honda, e há muitas referências ao novo Civic. A traseira manteve as
lanternas verticais características, mas elas cresceram em tamanho e passaram a
invadir a lateral. O volume traseiro aumentou, e as janelas laterais do
porta-malas ganharam um vinco pronunciado, com design mais elaborado que na
geração anterior.
Sob o capô, as mesmas opções de motor do CR-V antigo, que chegava aqui com o motor 2.0 litros de 150 cv. Agora, o quatro cilindros de 2.4 litros é a única opção. O motor ganhou aprimoramentos para reduzir o consumo e emissões, e agora entrega 177 cv e 22,6 kgfm de torque, 5 cv a mais em relação ao anterior. O câmbio se mantém o automático de cinco marchas, que também ganhou melhorias para ficar mais suave e ajudar no consumo. Segundo a Honda, o novo CR-V roda 9,7 km/l em ciclo urbano e 13,1 km/l na estrada na versão com tração dianteira. A variante com tração integral apresenta apenas uma leve piora nesses números.
Sob o capô, as mesmas opções de motor do CR-V antigo, que chegava aqui com o motor 2.0 litros de 150 cv. Agora, o quatro cilindros de 2.4 litros é a única opção. O motor ganhou aprimoramentos para reduzir o consumo e emissões, e agora entrega 177 cv e 22,6 kgfm de torque, 5 cv a mais em relação ao anterior. O câmbio se mantém o automático de cinco marchas, que também ganhou melhorias para ficar mais suave e ajudar no consumo. Segundo a Honda, o novo CR-V roda 9,7 km/l em ciclo urbano e 13,1 km/l na estrada na versão com tração dianteira. A variante com tração integral apresenta apenas uma leve piora nesses números.

Por dentro, materiais mais
agradáveis ao toque e à visão que no crossover antigo. O interior manteve as
linhas sóbrias, e também a eficiência, com instrumentos de fácil leitura e uso.
No centro do painel estão duas telas de LCD, uma para o computador de bordo e
outra, de 5 polegadas sensível ao toque para comandar os sistemas de som e
navegação – tudo o que o Civic tem. Estão presentes conexões bluetooth e para
iPods.
A maior novidade, também trazida do Civic, é o sistema ECON, acionado por um pequeno botão à esquerda do painel. Ele altera os parâmetros de funcionamento do motor, como a resposta ao acelerador, para tentar reduzir ao máximo o consumo de combustível. Até mesmo o comportamento do controlador de velocidade de cruzeiro é alterado, assim como do ar-condicionado, que permite uma variação maior na temperatura interna, afim de diminuir a quantidade de vezes que o compressor é acionado, e melhorar o consumo. No painel, surgem barras ao redor do velocímetro de mudam de cor à medida que o rendimento melhora ou piora.
A maior novidade, também trazida do Civic, é o sistema ECON, acionado por um pequeno botão à esquerda do painel. Ele altera os parâmetros de funcionamento do motor, como a resposta ao acelerador, para tentar reduzir ao máximo o consumo de combustível. Até mesmo o comportamento do controlador de velocidade de cruzeiro é alterado, assim como do ar-condicionado, que permite uma variação maior na temperatura interna, afim de diminuir a quantidade de vezes que o compressor é acionado, e melhorar o consumo. No painel, surgem barras ao redor do velocímetro de mudam de cor à medida que o rendimento melhora ou piora.
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Impressões ao
dirigir
Mudança discreta
O desenho parece pesado à primeira vista. A impressão é de que os 177 cv do motor serão apenas suficientes para empurrar o carro. A verdade é que o modelo ficou mais leve que o antecessor, o que se traduziu em surpreendente agilidade do crossover mexicano. O carro manteve as boas respostas do modelo antigo, assim como o bom comportamento em curvas. A direção elétrica tem relação mais direta e perdeu a artificialidade de outros Honda, e torna o CR-V um carro agradável e fácil de guiar.
O crossover se manteve confortável. O câmbio tem trocas muito suaves e quase imperceptíveis, e o escalonamento é adequado à proposta do carro. A altura do solo reduzida em quase 2 cm ajudou na aerodinâmica e no silêncio a bordo em velocidades de cruzeiro. A maior rigidez da carroceria também contribui para um rodar sólido e seguro, ainda que o foco continue mais no conforto do que esportividade.
Apesar das medidas externas terem se mantido quase inalteradas, o espaço interno aumentou e cinco passageiros conseguem se acomodar com facilidade. Na frente, os bancos largos e a profusão de porta-objetos recebem bem os ocupantes, enquanto atrás o piso plano melhora o conforto, principalmente do ocupante do meio.
Mudança discreta
O desenho parece pesado à primeira vista. A impressão é de que os 177 cv do motor serão apenas suficientes para empurrar o carro. A verdade é que o modelo ficou mais leve que o antecessor, o que se traduziu em surpreendente agilidade do crossover mexicano. O carro manteve as boas respostas do modelo antigo, assim como o bom comportamento em curvas. A direção elétrica tem relação mais direta e perdeu a artificialidade de outros Honda, e torna o CR-V um carro agradável e fácil de guiar.
O crossover se manteve confortável. O câmbio tem trocas muito suaves e quase imperceptíveis, e o escalonamento é adequado à proposta do carro. A altura do solo reduzida em quase 2 cm ajudou na aerodinâmica e no silêncio a bordo em velocidades de cruzeiro. A maior rigidez da carroceria também contribui para um rodar sólido e seguro, ainda que o foco continue mais no conforto do que esportividade.
Apesar das medidas externas terem se mantido quase inalteradas, o espaço interno aumentou e cinco passageiros conseguem se acomodar com facilidade. Na frente, os bancos largos e a profusão de porta-objetos recebem bem os ocupantes, enquanto atrás o piso plano melhora o conforto, principalmente do ocupante do meio.

Ficha Técnica
Honda CR-V
Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 2.354 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automatico com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 177 cv a 6.300 rpm .
Torque máximo: 22,5 kgfm a 4.400 rpm.
Diâmetro e curso: 87 mm x 99 mm. Taxa de compressão: 10,0:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira do tipo Multilink independente, com amortecedores hidráulicos. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 215/70 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Hatch em monobloco, com cinco portas e cinco lugares. Com 4,53 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,64 m de altura e 2,62 m de distância entre-eixos.
Capacidade do porta-malas: 1.054 litros.
Tanque de combustível: 58 litros.
Peso: 1.510 kg.
Produção: Jalisco, México.
Lançamento no México: 2011.
Lançamento no Brasil: previsto para 2012.
Itens de série: Ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, computador de bordo, airbags frontais, laterais e de cabeça, freios ABS, controle de tração e estabilidade, rádio/CD/MP3/USb/iPod/Bluetooth, bancos dianteiros com ajuste de altura, controlador de velocidade de cruzeiro, faróis de neblina, partida do motor à distância.
Preços nos EUA: US$ 22.95 ou R$ 40.150.
Preço no México: 309.900 pesos mexicanos ou R$ 40.900.

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